North Festival 2026 fecha edição histórica com The Cure, Snow Patrol e Europe a marcarem três dias intensos na Maia
Escrito por All Stars Radio em 11 de Junho, 2026
O North Festival regressou no passado fim de semana com uma das suas edições mais ambiciosas de sempre, estreando um novo recinto na Cidade Desportiva da Maia e reunindo milhares de festivaleiros ao longo de três dias marcados por nostalgia, grandes produções internacionais e uma forte adesão do público.
A mudança de localização acabou por ser um dos temas centrais desta edição de 2026. Os organizadores apostaram na Maia como nova casa do festival, procurando melhores acessibilidades, maior capacidade e condições técnicas reforçadas.
A decisão dividiu opiniões antes do evento, mas acabou por receber uma resposta positiva da maioria dos visitantes e meios especializados.
Primeiro dia abriu em clima emocional com Snow Patrol
A abertura do festival ficou marcada pelo concerto dos Snow Patrol, uma das atuações mais aguardadas do cartaz. Temas como “Chasing Cars” e “Run”,levaram ao rubro o publico, num espetáculo descrito por todos os presentes, como um dos momentos mais intensos do festival.
Mas a música portuguesa teve igualmente enorme protagonismo logo no arranque do festival.
Os históricos Ornatos Violeta foram um dos grandes destaques nacionais da noite, reforçando a ligação emocional com o público português, enquanto Luís Trigacheiro subiu ao palco acompanhado pelos Átoa, num dos momentos mais inesperados e celebrados da programação nacional.
Europe deram uma verdadeira aula de rock
O segundo dia trouxe uma atmosfera mais clássica e energética, muito graças à atuação dos Europe. A banda sueca confirmou o estatuto lendário perante um recinto cheio, num concerto que foi classificado como uma “aula de rock”.
A prestação vocal, a execução instrumental e a ligação constante ao público destacaram-se no concerto, assim como a qualidade sonora e a capacidade da banda em manter intacta a energia que os tornou um dos maiores nomes do hard rock europeu.
O cartaz internacional contou ainda com The Waterboys e Liniker, reforçando a diversidade musical do festival e cruzando diferentes gerações e estilos musicais.
O segundo dia ficou ainda marcado pela presença de bandas portuguesas e pela aposta do festival em cruzar diferentes gerações musicais, uma das características que continua a definir a identidade do North Festival.
The Cure encerraram festival em ambiente quase cinematográfico
O encerramento ficou entregue aos históricos The Cure, naquele que era claramente o concerto mais esperado da edição. A atuação de Robert Smith e companhia transformou a Maia num enorme cenário melancólico e emocional, num espetáculo descrito por muitos como “hipnótico” e “memorável”.
Clássicos como “Just Like Heaven”, “Lullaby”, “A Forest” e “Friday I’m In Love” provocaram uma reação massiva do público, num alinhamento que percorreu várias décadas da carreira da banda.
A noite contou também com os escoceses Mogwai e com os portugueses Linda Martini, que garantiram uma das atuações nacionais mais fortes de toda a edição.
Balanço positivo apesar de algumas críticas
Apesar do ambiente globalmente positivo, a edição de 2026 não escapou a algumas críticas relacionadas com logística, estacionamento e circulação exterior no último dia do evento. Ainda assim, tanto a organização como vários meios de comunicação classificaram o festival como um sucesso de público e de afirmação da nova localização na Maia.
O North Festival reforçou igualmente a sua identidade como um festival transversal, capaz de juntar diferentes estilos e gerações musicais num único cartaz, algo que continua a distingui-lo dentro do panorama nacional.
Depois de uma edição marcada por grandes nomes internacionais, forte adesão do público e enorme impacto nas redes sociais, o North Festival pode ter consolidado definitivamente o seu estatuto como um dos principais festivais urbanos em Portugal.


Palco JN Rock à Moda do Porto: três dias dedicados à nova música portuguesa
Um dos elementos mais distintivos do JN North Festival 2026 foi o Palco JN Rock à Moda do Porto, totalmente dedicado a bandas portuguesas emergentes, escolhidas através de votação do público e distribuídas ao longo dos três dias do evento.
5 de junho — abertura com novas vozes da cena nacional
O primeiro dia do palco emergente ficou a cargo de:
- Filhos da Pátria
- DaviDays
- Menta
Foi um arranque marcado por uma forte afluência desde cedo, com as três bandas a abrirem o festival num ambiente de descoberta e grande interação com o público.
6 de junho — segunda vaga de talento emergente
No segundo dia subiram ao Palco JN Rock à Moda do Porto:
- Times of Trouble
- Pilot
- Vulcões Semi Porreiros
Este foi um dos dias mais consistentes em termos de energia no palco, com atuações muito focadas no rock alternativo e sonoridades mais pesadas, mantendo o recinto ativo entre os concertos dos artistas principais.
7 de junho — encerramento com novas apostas nacionais
O último dia do palco emergente contou com:
- Defera
- Ordenado Mínimo
- Os Tua
O encerramento ficou marcado pela forte adesão do público, com destaque para Os Tua, uma das bandas mais votadas do concurso, que acabaram por fechar o espaço dedicado à nova música portuguesa no festival.
Ao longo dos três dias, o Palco JN Rock à Moda do Porto afirmou-se como uma das apostas centrais da edição de 2026, reforçando a ligação do festival à cena musical portuguesa emergente e criando uma plataforma de visibilidade para novas bandas perante milhares de espectadores.
Emissão da All Stars Radio
