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Chapa Zero: punk rock sem filtros, direto da rua para o amplificador

Escrito por em 6 de Abril, 2026

Num mundo onde a música parece cada vez mais domesticada e feita para não incomodar ninguém, os Chapa Zero continuam a fazer exatamente o oposto: barulho com intenção, crítica sem freio e atitude sem concessões.

Vindos de Lisboa e arredores, a banda assume desde o primeiro dia uma missão clara — agredir verbalmente uma sociedade que precisa urgentemente de um abanão. E fazem-no como melhor sabem: com guitarras ligadas no máximo, palavras afiadas e zero interesse em suavizar o discurso.

Uma banda, quatro vozes e um alvo comum

A formação atual junta Helder Kaveirinha (voz e guitarra), Filipe Rodrigues (baixo), Nuno Amaro (bateria) e Cláudio Neves (guitarra). Quatro elementos alinhados numa linguagem direta, onde a “ternura” é opcional e a frontalidade é obrigatória.

Aqui não há personagens — há pessoas com coisas para dizer. E dizem-nas alto.

Do primeiro murro ao som mais sólido

A estreia aconteceu em 2013 com o álbum “Chapa Zero”, um registo cru que serviu como cartão de visita e declaração de intenções. Sem rodeios, sem maquilhagem — punk na sua forma mais honesta.

Seguiu-se “Fia-te na Virgem e Não Corras” (2016), gravado nos estúdios “Aqui Há Gato”, em Lisboa, com produção de Emanuel Ramalho (ligado aos históricos Peste & Sida). Um disco que manteve a identidade da banda, mas já com maior consistência sonora.

Depois de um período mais espaçado, marcado também pelo impacto da pandemia, a banda regressa em fevereiro de 2026 com o EP “EP2020”, que mistura duas faixas novas com revisitações ao primeiro álbum — uma ponte entre passado e presente, sem perder a agressividade.

“Pedra Dura”: maturidade sem perder os dentes

O verdadeiro regresso acontece em 2026 com “Pedra Dura”, um trabalho desenvolvido ao longo de cerca de seis anos. E isso sente-se.

Mais do que um disco, é um processo — mais pensado, mais sólido, mas sem nunca perder o nervo. A produção de Paulo Vieira, aliada à captação de som de Emanuel Ramalho, dá corpo a um álbum que mostra evolução sem trair a essência.

Os Chapa Zero continuam a ser diretos, mas agora com mais peso, mais densidade e uma confiança que só o tempo traz.

Destaque imediato para o single “A Minha Razão”, que já começa a ganhar tração nas plataformas digitais e reforça o impacto deste novo capítulo.

Punk que não pede licença

Os Chapa Zero não são uma banda para agradar a toda a gente — e isso é precisamente o que os mantém relevantes. Num cenário saturado de fórmulas seguras, continuam a apostar no desconforto, na crítica e na honestidade crua.

Isto não é revivalismo. Não é nostalgia.
É punk a sério — ainda vivo, ainda incómodo e ainda necessário.

E enquanto houver coisas para dizer, eles vão continuar a dizê-las. Alto. Sem filtros. Como deve ser.

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